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POLÍTICA BRASILEIRA ou UMA MÃO SUJA A OUTRA

Caro colega do Blog da Sarah, depois dizem que Brasília não tem mar, não é mesmo? Mas e o mar de lama, não conta? Um verdadeiro tsunami moral que está cobrindo a nassa capital de sujeira e o nosso país de vergonha. Que coisa impressionante!

A sensação é de que não tem um que escapa. É a velha história: se não se sujar, não entra no jogo. Mesmo aceitando-se esta premissa espúria, os nossos queridos políticos e agregados exageraram demais. Será que ninguém tem um pingo de decência? Ninguém ali tem mãe? E o PT, hein? Que vergonha, meu Deus! Como é que eles conseguiram acabar com a história de um partido tão bonito, que carregava no colo a esperança dos brasileiros. De repente eles largaram a esperança num canto e foram alimentar sua fome insaciável de poder. Eu, hein?

Agora o brasileiro está se sentindo um pouco sem pai e sem mãe. Tadinho! Mas não há de ser nada, não. Há males que vem para bem. Quem sabe agora a gente não se convence de que nós mesmos é que devemos fazer nosso destino. Vamos pegar esta lama toda, transformar e barro e construir um futuro mais limpo, mais decente, mais digno para nossos filhos e netos. Nós mulheres podemos ainda fazer máscaras para cuidar de nossa pele, porque afinal de contas ninguém é de ferro, não é mesmo?

E quanto a esse bando de porquinhos que chafurdam em suas próprias fezes, deixemos que eles afundem nelas. Ou pior: que se alimentem delas que é o que eles merecem.



 Escrito por Sarah Szklo, mãe orgulhosa às 09h33
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- O QUE HÁ COM NOSSO CACIQUE?

Caro colega do Blog da Sarah, nós os índios estamos indignados, não é mesmo? O nosso grande cacique Lulabocudo perdeu o controle da taba. Dizem que é porque tem cabeça oca, mas não quero acreditar nisso.

Mas agora que estamos um certo tempo sob seu cocar, já dá para entender um pouco o que houve.

Ele sempre quis um espelhinho. Fez de tudo na vida para ter um espelhinho. Nem trabalhou, porque só conseguia ver o espelhinho em seu horizonte. Quando finalmente conseguiu ganhar o sonhado espelhinho, ficou tão encantado, mas tão encantado, que perdeu o senso. Percebeu que poderia também ter um apito, o que lhe deixou verdadeiramente extasiado. Passou a fazer tudo diferente do que sempre pregou e se tornou tão pernicioso e predador quanto o homem branco.

E mais: dizem até que o cacique consome grandes quantidades de álcool só para ficar com a pele vermelha, cor de seu partido.

Agora nosso programa de índio é ficar assistindo à CPIs ao invés de novelas. O país realmente mudou com a vinda deste cacique. Só espero que nunca tenhamos de nos confrontar com o nosso grande chefe mostrando sua mala debaixo da cueca.

Hoje ele aparece na televisão para dizer que não sabia de nada, que se sente traído e indignado. Indignados estamos nós, caro cacique. O senhor,  mesmo dizendo coisas tão sérias e graves, não conseguiu esconder o olhar encantado e soberbo, muito característico dos donos de espelhinhos e apitos em nosso país. Sinal de que não está nem aí com a hora do Brasil. Que feio, senhor cacique! Que feio!



 Escrito por Sarah Szklo, mãe orgulhosa às 14h06
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EM BOA COMPANHIA

Caro colega do Blog da Sarah, está começando mais uma semana. E essa promete. Afinal, meu precioso passou o último fim-de-semana inteiro em ótima companhia: a banda Capital Inicial, que ele conheceu quando participaram juntos de um projeto beneficente para a AACC, Associação de Apoio à Criança com Câncer. E desde então ele ficou fã dos rapazes. Ele me disse que são muito simpáticos e nem um pouco estrelas. Gente de bem. Que merecem o sucesso que fazem e o dinheiro suado que ganham. Muito diferente desse povo que a gente está vendo agora que tomou o país de assalto. Este Capital é honesto.

Ah, e esta foto ao lado é, pra quem não conhece, do Max, cachorro do meu filho querido. É o meu netinho.  Meu filhote usa esta foto no blog BLÔNICAS porque ele diz que os dois são muito parecidos. E não é que são mesmo?



 Escrito por Sarah Szklo, mãe orgulhosa às 11h16
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LITORAL NARTE

Caro colega do Blog da Sarah, estou de volta como prometido para falar da Semana de Arte que meu filho do coração participou em Barra do Una, no litoral de São Paulo.



Mas a semana não foi só de arte, foi de solidariedade também. O grupo de professores da Escola Panamericana foi visitar uma comunidade muito pobre numa ilha chamada Montão de Trigo. Uma gente que vive lá em estado de absoluta pobreza há quase 300 anos. Dizem que são descendentes dos sobreviventes de um navio português que naufragou naquelas águas.
Já chegou a ter 240 habitantes, mas as dificuldades de sobrevivência provocaram um êxodo para outras praias. Hoje são 42 pessoas, todas da mesma família. São pobres, mas não miseráveis.

O grupo foi visitar uma escola onde uma professora abnegada, Dona Benê, dá aula para as crianças, mas também para os adultos. Ela não pertence à comunidade, mas começou a ajudar e hoje é uma espécie de prefeita do lugar. Ficaram todos muito emocionados com o que viram.



Entre as curiosidades encontradas na visita à ilha, meu filho querido notou que, apesar da pobreza e falta de estrutura, como todos os brasileiros, os habitantes da comunidade improvisaram um campinho de futebol. Meu querido tirou esta foto com o celular, por isso está meio ruim. É impressionante o alcance deste esporte, não é mesmo?





Nesta foto maravilhosa, vemos o meu precioso ao lado do idealizador da Semana de Arte, o Léo, morador da Barra do Una e dono de um delicioso restaurante chamado Mulata. Meu filho disse que vale a pena conferir.



Indo da pobreza total, à daslu absoluta, o grupo de professores da Panamericana foi almoçar no restaurante do Juquehy Praia Hotel, onde seu proprietário, o Guto, recebeu a todos com muita hospitalidade.



Os participantes da Semana também radicalizaram. Ao visitar um parque ecológico maravilhoso chamado Parque Tuim, no sertão da Barra do Una, fizeram uma trilha digna de cinema. Os mais corajosos como meu filho, claro, depois ainda fizeram arvorismo, tiroleza e desceram um rio de caiaque. Ai, meu Deus!

Na foto acima vemos o dono da Panamericana Enrique Lipszic, meu fofo e o grande artista plástico Claudio Tozzi.

Além deles, o evento contou também com a presença do grande escultor Caciporé Torres e do impagável Aguilar.

Ainda bem que deu tudo certo, meu querido voltou inteiro, não se queimou muito nem resfriou com a água gelada.

 Escrito por Sarah Szklo, mãe orgulhosa às 15h12
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